terça-feira, 29 de setembro de 2009

*Adolescência sim, “aborrecência” não! *


Adolescência é um período de muitos conflitos, de dúvidas e questionamentos.
Acabam por rotular esta fase de “aborrecência”, como se os adultos nunca tivessem passado por esse período. Ou será que é porque passaram que conhecem tão bem, e perceberam-se como “aborrecentes” neste período de conflitos?
Estar por dentro da atualidade dos adolescentes, dos conflitos, do social, da cultura do momento, vai com certeza ajudar a manter contato com essa moçada. Adultos devem procurar ter o mesmo nível de linguagem, sem se colocar em um patamar mais elevado por ser adulto.
Os jovens não são crianças, mas também não são adultos. É normal oscilar entre uma fase e outra do desenvolvimento. Os pais cobram atitudes de responsabilidade, de adultos, mas também os acham crianças para outros padrões de comportamento. É uma etapa de buscar informações, e podem sofrer por não terem as informações. Cabe aos pais, professores serem os portadores de tantas informações..
Muitas vezes os adolescentes não se sentem à vontade com os pais, têm vergonha de comentar alguns assuntos, ou os pais também não se sentem em condições de passarem as informações, responderem questionamentos. Nesse momento o papel pode ser delegado para outra pessoa, solicitar apoio de um familiar, de um professor, um médico ou psicoterapeuta.
Os assuntos são diversos, desde social, relacional, sexual, dependência, até fantasias, mitos e desinformação. O que pode parecer um conflito pequeno, uma problemática pequena, para quem ouve, não é a mesma coisa para quem está vivenciando a situação. Quem ouve, deve ser paciente. Informar sem decidir ou dirigir.
Nessa etapa inicia-se também uma fase de maior cobrança com o meio social, primeiramente com os amigos, com grupos com a “galera”, acompanhada da cobrança de um relacionamento, um namoro. É natural aparecerem os conflitos do próprio adolescente com ele mesmo, suas dificuldades, medos, fantasias, inseguranças,... É o período no qual começa uma série de questionamentos afetivo-sexual também. São mais dúvidas do que respostas.
É um namoro que acabou, é não conseguir namorar, é a dúvida para escolher uma profissão, é não conseguir fazer amizades, é a comparação física, transformação do corpo, é querer testar limites, é a competição por espaço, inicio da relação sexual, comportamento sexual, conflitos familiares, querer/dever ou não trabalhar, aprendizado dos recursos tecnológicos,...
Época de aprender irresponsavelmente a ser responsável.
Diante de tudo isso nos dias de hoje, a depressão o estresse, a fobia, a gastrite, etc, se percebe cada vez mais nos adolescentes. Assim como a gravidez, gerando conseqüentemente, pais cada vez mais jovens.
Como chamar então essa moçada de aborrecentes?
Uma fase importante da vida, pela qual com certeza, todo adulto passou, muitos permanecem eternos adolescentes. Aos que conseguem sair dela, vão levar lembranças para a vida toda.

Se cuidem!!
Bjs doces.
Virgínia Lupinni.

*As Cores dos Amigos*


Amigos são "cores", cada qual com seu matiz, e um jeito sempre muito marcante.
  • Há o Amigo "cor verde" : é aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela. Ele nos ergue !
  • Há o Amigo "cor azul" : ele sempre traz palavras de paz e de serenidade, dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, de que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar. Ele nos eleva !
  • Há o Amigo "cor amarela" : ele nos aquece, assim como o sol; faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos.
  • Há o Amigo "cor vermelha" : é aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue. Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor.
  • Há o Amigo "cor laranja" : ele nos traz a sensação de vigor, saúde,enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento.
  • Há o Amigo "cor cinza" : ele nos ensina o silêncio, a internalização e o autoconhecimento.  É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos.
  • Há o Amigo "cor roxa" : ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos. Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria.
  • Há o Amigo "cor preta" : ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras, atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida.
  •  E há o Amigo "cor branca" : esse nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos.Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco.

Se reunirmos
a todos num
Grande Encontro,
veremos um
arco-íris
                                             de Amor !
Bjs doces,
Virgínia Lupinni.

*NÃO AGÜENTO MAIS ESPERAR UM(A) NAMORADO (A)*



Como é bom gostar de alguém ! Na adolescência desperta-se a paixão. Descobre-se o outro. Ah ! O primeiro namoro, o primeiro beijo... O sonho de poder um dia amar e ser amado (a), casar e ser feliz para sempre. Mas, o tempo passa, e o namorado (a) não vem... "Deus esqueceu-se de mim ! Todo mundo tem namorado (a), só que eu não !". Algum dia já passou essa frase por sua cabeça?
O fato de estar solteiro (a), para muitos é motivo de frustração. Alguns, por não terem encontrado a pessoa cera, acabam desanimando. A vida cristã parece ficar vazia, sem motivação. Alegam até falta de poder para testemunhar, e muitos tem o desejo de afastar-se por completo de Deus. "Se Deus não é capaz de me dar um namorado (a), não dá para entregar as outras áreas da minha vida a Ele", racionalizam, e iniciam uma "briga" com Deus.
CALMA ! O Senhor nos ama, sim ! Esperar, confiar nele, faz parte de todas as áreas da vida cristã, e a área afetiva não é uma exceção ! Veja o que dizem estas passagens:
Sl 27:14 - "Espera pelo Senhor, têm bom ânimo, e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor";
Sl 33:18,20-22 - "Eis que os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia (...) Nossa alma espera no Senhor, nosso auxílio e escudo. Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome. Seja sobre nós, Senhor a tua misericórdia, como de ti esperamos."
Sl 42:5 - "Por que estás abatida, ó minha alma ? Por que te perturbas, dentro de mim ? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu."

Reconhecemos que "esperar no Senhor", é um aprendizado que desenvolvemos por toda a vida. É também verdade que para algumas pessoas "aprender a esperar" é um desafio muito maior, do que para outras. Assim, a seguir, tentaremos apresentar algumas possíveis dificuldades, comuns a quem "não agüenta mais esperar por um (a) namorado (a)".
CAUSAS VARIADAS
Vamos avaliar algumas causas que podem estar contribuindo, para que algumas pessoas não encontrem seus futuros parceiros:
Falta de habilidade para conversar com as pessoas - uns acham-se tímidos demais, não conseguem expor seus pensamentos e conversar descontraidamente. Evitam contatos, principalmente com o sexo oposto.
Dificuldade de estabelecer relacionamentos profundos - não conseguem colocar para fora Aldo do seu íntimo. São capazes de conversar sobre tudo, mas sentem grandes dificuldades de compartilhar seus sentimentos.
Auto-rejeição- pessoas que não se amam, possuem uma baixa auto-estima, sentem-se inferiorizadas e acham que ninguém será capaz de amá-las.
Dificuldades familiares - por motivo de alguma enfermidade na família, problemas financeiros, impossibilidade dos pais sustentarem a casa, principalmente os que são filhos mais velhos, acabam tendo que assumir estas responsabilidades e não encontram espaço para se dedicarem à sua vida afetiva.

Bjs doces,
Virgínia Lupi

*PAIS E FILHOS*






Tempo para os filhos - Uma mensagem aos pais

Um menino, com voz tímida e os olhos cheios de admiração, pergunta ao pai, quando este retorna do trabalho:
- Papai! Quanto o Sr. Ganha por hora?
O pai, num gesto severo, respondeu:
- Escuta aqui meu filho, isto nem a sua mãe sabe! Não amole, estou cansado!
Mas o filho insiste:
- Mas papai, por favor, diga quanto o Sr. ganha por hora?
A reação do pai foi menos severa e respondeu:
- Três reais por hora
- Então, papai, o Sr. poderia me emprestar um real?
O pai, cheio de ira e tratando o filho com brutalidade, respondeu:
- Então era essa a razão de querer saber quanto eu ganho? Vá dormir e não me amole mais, menino aproveitador!
Já era tarde quando o pai começou a pensar no que havia acontecido e sentiu-se culpado. Talvez, quem sabe, o filho precisasse comprar algo. Querendo descarregar sua consciência doida, foi até o quarto do menino e, em voz baixa, perguntou:
- Filho, está dormindo?
- Não papai! (respondeu o sonolento garoto)
- Olha aqui está o dinheiro que me pediu, um real.
- Muito obrigado, papai! (disse o filho, levantando-se e retirando mais dois reais de uma caixinha que estava sob a cama).
Agora já completei, Papai! Tenho três reais. Poderia me vender uma hora de seu tempo? 

"Será que estamos dedicando tempo suficiente aos nosso filhos?"
 Bjs doces!
Virgínia Luínni. 

*Sexualidade e diálogo entre pais e filhos.*

Trago aqui  um assunto que é tabu para muita gente e difícil para muitos pais e filhos abordarem, mas que é necessário para favorecer uma vivência saudável e minimizar consequências indesejáveis: a sexualidade na adolescência.

A dificuldade em falar sobre o tema na família é compreensível, afinal, a sexualidade é um assunto íntimo, em que a privacidade é importante e deve ser respeitada.

Porém, quanto mais pais e filhos dialogarem sobre isso, tanto mais diminuirão os riscos de gravidez precoce, AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Muitas vezes, a comunicação só ocorre quando o problema já se instalou. Seja por medo de não saber responder às perguntas, por constrangimento ou simplesmente por temer ou negar a sexualidade dos filhos, perde-se a melhor chance de criar um espaço confiável e confortável de troca de informações, de formação e transmissão de valores.

Para que esse espaço se crie, é importante entender que:

1) fugir do assunto não evita a vivência da sexualidade pelos filhos, mas pode favorecer uma vivência despreparada e desinformada;

2) o tema vai além de informações sobre prevenção de gravidez e DSTs, mas envolve relacionamentos, o comportamento dos adolescentes, práticas, atitudes e valores;

3) os pais não precisam saber responder tudo, mas quanto mais informações tiverem, melhor para eles e para os filhos. Tais informações podem ser buscadas em órgãos de saúde ou em sites confiáveis;

4) conversar sobre sexualidade não é interrogar nem expor experiências íntimas (em outras palavras, “contar tudo nos mínimos detalhes”). A intimidade deve ser preservada. Respeitar o tempo e a abertura de cada um no convívio diário ajuda a construir confiança. Comentar filmes, cenas de novelas, alguma reportagem ou artigo que se leu pode ser um bom começo!

Bjs doces!
Virgínia Lupinni.

*TIMIDEZ*


Quantas chances e oportunidades deixamos passar por causa da TIMIDEZ.
Pessoa tímida é aquela que não arrisca para não errar e sofre terrivelmente com a possibilidade de não ser bem-sucedido, sua alto-estima é muito baixa. O tímido tem a sensação de incapacidade constante, exige muito de si mesmo e consequentemente dos outros, tem pavor à críticas, pois piora ao seu (já escasso) amor por si mesmo.Trabalhar a timidez, além da terapia, é mudar os pensamentos em relação à vida, a forma como ele se posiciona diante do mundo. Prá mim, só existe uma saída: treinar a HUMILDADE. Humildade para ERRAR, para dizer NÃO SEI, para receber um NÃO, para ser QUESTIONADO, e sobretudo ARRISCAR.
O tímido vive em constante SOLIDÃO, não tem AMIGOS.
Há um questionamento do CHARLIE CHAPLIN: “..preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado, alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiálo por isso...”
Trabalhar a timidez é um exercício diário, colocando-se do mesmo tamanho das outras pessoas para que se possa interagir, pois é na convivência que nos “descobrimos”. Tem coisa mais maravilhosa e enriquecedora que se “descobrir?”
O tímido não questiona, não pergunta, tem medo de ser tolo e isso chega a impedi-lo de APRENDER. É “maravilhoso” perguntar.
“...aquele que pergunta, pode ser um tolo por cinco minutos. Aquele que deixa de perguntar, pode ser um tolo para ao resto da vida...” (Dr. Antonio Roberto – Terapeuta do comportamento humano).

PARA PENSAR: A dificuldade de se relacionar vem da crença que para se sentir amado tem que ser completo, nada poderá faltar, a aceitação do outro tem que ser total. Amar não é aceitar tudo. Onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor. O tímido não ama por medo ser rejeitado, na verdade, ele perde a chance de ser amado.

UMA CERTEZA TODOS TEMOS: NINGUÉM VIVE SOZINHO.

Bjs doces.
Virgínia Lupinni.

TRANSAR ???





Oi galera,
Pensando em ter a sua primeira transa né!! Muuuuuiiiita calma nessa hora. Isso é muito bom mas com responsabilidade. Muitos adolescentes acham que é só querer e pronto... lá se foi a virgindade sem nem saber o que estava fazendo. Todos sabem que hoje em dia os adolescentes amadurecem mais cedo (do ponto de vista biológico) do que antes. Por exemplo, os jovens de hoje são mais altos do que seus pais e estes mais do que os avós. As meninas tornam-se “mocinhas” (têm a primeira menstruação) mais cedo. Vocês sabiam que no fim do século passado (imaginem, 100 anos atrás!) as meninas na Noruega se tornava “mocinha”(  primeira menstruação) aos 17 anos de idade? Não se sabe ao certo quanto às meninas do Brasil naquela época, mas hoje em dia sabe-se que a média está entre 11 e 13 anos. É lógico que a “cabeça” das mocinhas norueguesas no século passado, aos 17 anos, provavelmente era mais madura para tomar decisões importantes na sua vida, do que a cabeça das “mocinhas brasileiras aos 11 anos." E, decisão importante é aquela referente ao dia em que se deve iniciar uma vida sexual.
Na maioria das vezes os adolescentes vão prá primeira transa totalmente desinformados e despreparados. Isso ocorre porque não procuram saber como funciona seu corpo e por falta de diálogo com os pais. Moçada, a caravana não pode andar assim. Embora ao termo VIRGINDADE pareça ultrapassado, fora da moda, out”, muitos de voces se sentem pressionados, uns porque são virgens, outros porque não o são mais. Existe muita pressão dos amigos, da mídia, (vejam as novelas, os jornais e revistas especializadas) e até dos familiares para que deixem de ser virgens, independente das incertezas que sentem, do que pensam, do que esperam da vida. É importante que tanto o garoto quanto a garota saibam que a primeira relação sexual marcará a sexualidade adulta de cada um, por isso é importante ir para transa consciente de que está com a pessoa “certa”, na hora “certa”, no lugar “certo”. E tem mais galera, ir prá transa sem correr o risco de pegar uma DST/AIDS e não engravidar. É preciso conhecer todos os métodos anticoncepcionais. Vamos falar muito sobre isso aqui no blog.
Lembrem-se: “TRANSAR” é uma decisão que comporta MATURIDADE e RESPONSABILIDADE, pois todos e todas sabem que de um relacionamento sexual pode acabar em CRIANÇA, que necessitará de pai e mãe  para cuidar dela.
Se cuidem!!!!
Bjs doces.
Virgínia Lupinni.

domingo, 27 de setembro de 2009

*TRANSAR TEM HORA CERTA?*


Oi galera,
por mais que a gente converse com nossos amigos, pais e professores, sempre ficam uma dúvida quando o tema é SEXO.
Muitas vezes, por vergonha, deixamos de perguntar e acabamos não esclarecendo tudo.
Então vamos conversar? Muitas garotas são levadas pela curiosidade de saber qual a sensação da “entrega”, da primeira “transa”.  Até aí tudo bem... Mas antes de sentir essa sensação, vamos esclarecer que muitas de vocês são levadas pela pressão das amigas, pelas novelas, pelas propagandas de tv, pela curiosidade, etc. Só que perder a virgindade, ou ter a primeira “transa” é muito mais que isso. Vale lembrar que a primeira vez de cada um(a) é ÚNICA, é isso fará a diferença na sua fase adulta.
Então vamos por etapa:
1º - você tem certeza que não quer guardar sua virgindade para o casamento? Se você respondeu “NÂOOOOO”, então...;
2º - procure saber como funciona seu corpo (anatomicamente falando);
3º - converse com um adulto de sua confiança para esclarecer suas dúvidas, vale também ler a respeito, existem muitos livros dedicados aos adolescentes. Uma dica: Sexo na Adolescência – autora: Marta Suplicy.
4º - consulte um ginecologista para se informar sobre os métodos contraceptivos, e tomar aquele que melhor combina com você (você não quer ser mais uma nas filas dos postos de saúde em dia de consulta de pré-natal né!!)
3º - faça a escolha certa; o companheiro sexual é talvez a mais importante escolha que fazemos. Por esse motivo, deve ser uma escolha muito bem pensada, amadurecida, pois dela vai depender sua felicidade futura.
4º - aprenda a manusear o preservativo (camisinha), na hora H ele não deve faltar (não vale dar moleza, exija do seu parceiro)
o uso dele, a doenças sexualmente transmissíveis estão em toda parte, e a gravidez indesejada (nem se fala!!)
Para muitos é normal ter relações sexuais durante o namoro.  Mas isso só acontece com seu “CONSENTIMENTO”.  Você é dotada de razão, sabe escolher e decidir o que é importante prá você.
“O SEXO SÓ É PRAZEROSO QUANDO FEITO COM RESPONSABILIDADE”.
EXIJA A CAMISINHA, SEM ELA NÃO DÁ!!

Cuide bem de voce!
Bjs doces.
Virgínia Lupinni.

"PAIS E FILHOS: A IMPORTÂNCIA DA BOA CONVIVÊNCIA!... - PARTE 1




  • Mais do que em qualquer outra época, os conflitos entre pais e filhos estão a cada dia mais pertinentes e insuportáveis. 
  • A escola dá cultura, mas não educa. Cultura não é suficiente para construir valores e ideais. Isto se transmite pelos exemplos do dia a dia. Afinal, já dizia o sábio: “antes de ouvir seu conselho, verei seu exemplo”. O problema é que para se dar exemplo é necessário convivência. E quem tem tempo para isto hoje em dia? O único tutor disponível para nossos filhos 24 horas por dia é a televisão. E que tutor... 
  • A falta de convivência entre pais e filhos leva a uma formalidade e a um distanciamento comum de se ver. Alguns filhos não conseguem abraçar os pais e alguns pais não conseguem dizer “eu “te” amo, filho!”), mesmo sabendo que daria a vida por ele. 
  • O filme protagonizado por Rodrigo Santoro – Bicho de sete cabeças - sintetiza os efeitos desastrosos da falta de diálogo em família, com pais distantes da convivência sadia com os filhos. Infelizmente o distanciamento entre pais e filhos tem sido causa dos grandes desastres e tragédias sociais, pois que filhos sem orientação, sem apoio, sem pais que lhes ouçam as angústias, levam para o meio social o desequilíbrio que vivem em casa.  
  • Normalmente a fuga para os próprios desajustes, no ambiente familiar, encontra refúgio ilusório nas drogas, que agravam os próprios desajustes e precipitam nossos jovens em despenhadeiros de difícil recuperação. 
  • Pais têm diversas atitudes para com seus filhos que, às vezes, passam por atitudes amorosas mas que na verdade mostram insegurança, dúvida, ambigüidade, obrigação. Isso ocorre principalmente porque a sociedade nos educa com fortes paradigmas que estão arraigados tanto por uma educação socialmente constituída, quanto pela educação familiar, por conseguinte, reproduzimos nas nossas relações pessoais. 
  • O principal paradigma que rege as relações e está sempre presente é que: Todo pai/mãe ama seu filho/filha e vice-versa, ou seja, que: Todo filho/filha ama seu/sua pai/mãe. Parece uma verdade inquestionável. É um amor instituído, quer queira, quer não. 
  • Ao vir ao mundo a criança já chega com esse dever e os pais, uma vez tendo escolhido desempenhar essa função social, passam a ter essa mesma obrigação, mas com um roteiro a seguir: amar, cuidar, educar (ensinar o que é certo, o que se deve ou não deve fazer) e encaminhar seus filhos na vida, sabendo o que é melhor para eles.
Considerando a perspectiva acima, o ser humano vai se construindo e construindo sua relação com o outro na vivência, na experiência do cotidiano. Ainda que se faça planos, trace metas, não há garantia de que os planos ocorram exatamente como teorizados, possivelmente não acontecerão exatamente como idealizados. Porque a todo momento se está mudando de idéia, se está mudando de sentimento, tanto em relação a si próprio quanto em relação aos outros e isto acontece na relação com o outro, já que o ser humano é especialmente passível de transformação. Então não é possível saber-se pais antes de sê-lo. Parte-se do zero, pais são tão somente pessoas que tiveram filhos. 
Bjs doces!!
Virgínia Lupinni